domingo, 10 de maio de 2009

Dia das mães

Para sempre – Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

7 comentários:

K. disse...

Esse poema é a homenagem mais bonita às mães...

blg do mau disse...

Olá Carina,tudo bem! Feliz dia das mães! Tudo de bom para vc e sua família. Abraços.

disse...

q lindo.... vou mandar pra minha mãe!!

bjo

Cristiane disse...

Quando era pequena e na escola li este poema pela primeira vez, senti um aperto no peito, os olhos úmidos, segurando para não chorar. Tinha medo que minha mãe fosse embora. "Mãe não tem limite".

Ainda me emociono quando o leio.

bjocas

Lenise Toledo disse...

Olá Carina! Realmente, para as mães não têm limites mesmo. E, esse poema é um dos mais lindos que já vi, e que, tão bem retrata o que é ser mãe.

Abraços!

Lenise Toledo disse...

Obrigada Carina! Lamento profundamente, por você ter perdido sua mãe tão cedo. Embora, não se tenha idade para perdermos nossos pais. Eu, ao contrário de você, perdi meu pai aos 15 anos. Posso lhe entender... Mas, com certeza será mãe e será recompensada por tudo.

Abraços!

K. disse...

Olá, Carina =)

Que bom que você está curtindo!

Nossa, deve ser demais estudar arteterapia, me fala mais sobre seus estudos!

O vestidinho é da Maria Bonita Extra.

Beijos.