Programinha de sábado de manhã com as amigas! Tradicional English breakfast: cogumelos, ovos, bacon, feijão, salsicha, tomate e torradas... Tá a fim? É super light...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Have a nice day!
Após dois anos e quatro meses morando aqui, posso dizer que aprendi tantas coisas que fica difícil explicar, porque o que muda é a sua forma de pensar, de ver as coisas, como um caleidoscópio que mostra novas cores e possibildades.
A vida aqui é degustada passo a passo, as pessoas gostam e dão atenção àquilo que fazem, e isso vai das grandes tarefas às mais simples possíveis, tudo envolve uma certa curtição, um prazer com o fazer.
Eles dizem "Have a nice day" ou "Have a nice evening" (se o dia já estava na metade) e isso, a princípio, nunca me pareceu nada de mais, no entanto, faz todo o sentido quando você começa a entrar em sintonia com o lifestyle europeu, com o ato de cuidar de cada dia, de cada momento.
Foi um looongo período de adaptação... mas tive calma para aprender, entender e absorver as tantas lições que me foram dadas diariamente. Como resultado, me vi mais forte, me conhecendo melhor, sendo mais minha amiga e me permitindo muitos pequenos prazeres antes tão escondidos.
Quem sabe hoje eu possa deixar o frio entrar, talvez ele já não assuste mais tanto assim, porque a vida surpreende, muda, mostra novos caminhos e com paciência a gente chega lá.
Foto: eu querendo pintar
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sean e Sandro - e o Natal, lógico
Durante os dias em que estive no Brasil, a polêmica com o menino Sean foi um tema constante nos jornais, só se falava disso. Minha irmã mais velha, Ivana, mora na Holanda e me escreveu um e-mail super bacana sobre o assunto. Gostei tanto que pedi para publicar aqui, adoro as "pérolas" que ela escreve! Então, vamos a ele:
Tentando acompanhar o que se passa no Brasil...
Sean
Nos últimos dias só dá Sean nos jornais. Depois de muita briga entre a família brasileira e o pai americano, também amplamente noticiada nos jornais, o garoto finalmente foi com o pai para os Estados Unidos, em um avião fretado por uma rede de televisão americana. Antes de ir para sua nova casa, Sean foi passar o Natal com o pai em um dos parques da Disney em Orlando.
Isso depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. É... do Supremo! E depois da intromissão do Obama, da Hillary Clinton, do senado americano, do Lula e do diabo a quatro.
O grande problema: estava sobrando pai, sobrando família, sobrando amor, sobrando dinheiro.
Aliás, a morte da mãe de Sean por causa de uma complicação de parto, no ano passado, também foi notícia de jornal. Na época a família ia processar a clínica. Só não sei se esse caso também chegou ao Supremo.
Sandro
Na noite de Natal eu assisti ao filme “Última parada 174”. (Já sei o que você está pensando. Que filme para a noite de Natal...) O filme, baseado em fatos verídicos, conta a história de Sandro, que depois de ter tido a mãe assassinada em São Gonçalo, passou a viver na rua, no Rio de Janeiro. Ele foi um sobrevivente da chacina da Candelária e acabou levando uma vida de crime e violência, que culminou no episódio do ônibus 174, onde ele manteve passageiros como reféns e acabou matando uma passageira.
Sandro morreu por asfixia no camburão da polícia, depois de ter sido preso. Os policiais envolvidos foram julgados por assassinato mas foram inocentados.
Natal
Teria sido muito mais interessante, relevante, importante, decente se os jornais tivessem feito reportagens sobre as crianças dormindo na rua no Natal (e no ano inteiro). Com direito a participação do Lula, do Sérgio Cabral, do Eduardo Paes, do Supremo, quem sabe até da Hillary Clinton. Mas pelo visto é só o Sean que vende jornal!
Sean
Nos últimos dias só dá Sean nos jornais. Depois de muita briga entre a família brasileira e o pai americano, também amplamente noticiada nos jornais, o garoto finalmente foi com o pai para os Estados Unidos, em um avião fretado por uma rede de televisão americana. Antes de ir para sua nova casa, Sean foi passar o Natal com o pai em um dos parques da Disney em Orlando.
Isso depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. É... do Supremo! E depois da intromissão do Obama, da Hillary Clinton, do senado americano, do Lula e do diabo a quatro.
O grande problema: estava sobrando pai, sobrando família, sobrando amor, sobrando dinheiro.
Aliás, a morte da mãe de Sean por causa de uma complicação de parto, no ano passado, também foi notícia de jornal. Na época a família ia processar a clínica. Só não sei se esse caso também chegou ao Supremo.
Sandro
Na noite de Natal eu assisti ao filme “Última parada 174”. (Já sei o que você está pensando. Que filme para a noite de Natal...) O filme, baseado em fatos verídicos, conta a história de Sandro, que depois de ter tido a mãe assassinada em São Gonçalo, passou a viver na rua, no Rio de Janeiro. Ele foi um sobrevivente da chacina da Candelária e acabou levando uma vida de crime e violência, que culminou no episódio do ônibus 174, onde ele manteve passageiros como reféns e acabou matando uma passageira.
Sandro morreu por asfixia no camburão da polícia, depois de ter sido preso. Os policiais envolvidos foram julgados por assassinato mas foram inocentados.
Natal
Teria sido muito mais interessante, relevante, importante, decente se os jornais tivessem feito reportagens sobre as crianças dormindo na rua no Natal (e no ano inteiro). Com direito a participação do Lula, do Sérgio Cabral, do Eduardo Paes, do Supremo, quem sabe até da Hillary Clinton. Mas pelo visto é só o Sean que vende jornal!
I'm back!
Hello everyone, estou de volta! Depois de mais de um mês divorciada do blog, retomemos a programação normal.
Eu planejei, antes de ir pro Brasil, escrever sobre tudo que aprendi por aqui, estava tão motivada e tão cheia de certezas... Foi realmente uma pena não ter feito isso, porque inclusive me ajudaria a colocar a cabeça mais rápido no lugar na hora da volta.
Esse retorno é sempre uma pedreira, principalmente nessa época do ano, onde o verão está a mil no Rio e aqui um frio doído. E quanto melhores são os meus dias por lá, mais estranhos são meus primeiros dias por aqui, sinto um vazio esquisito, a falta dos comentários de vovó pela manhã e de todos os encontros aquecidos com a família e com os amigos.
Vou guardar com gosto a sensação do meu último dia na terrinha, onde saí de manhã cedo para andar, comprei um suco de açaí e fui me deliciando com aquele copo enquanto caminhava pelo calçadão da praia, são momentos que só quem passa por um inverno de quase seis meses, entende.
Foto: praia de Itacoatiara, Niterói.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Pela semana
Muitas coisas acontecendo, semana agitada e clima natalino no ar. Ufa, dezembro chegou e já estou em ritmo de despedida dos alunos (com muitos beijos e abraços) e participando de Christmas Lunch (almoço de Natal) com os amigos do trabalho. Muitos frios na barriga toda vez que penso que já, já, estarei no Brasil. Não sei por que, mas me sinto confusa e agitada. A mala já está pronta, mas fico pensando que sempre falta alguma coisa. Oh, céus... o fim do ano está aí e eu me pergunto: mas o que foi que eu fiz?
Marcadores:
afeto nessa terra gelada,
arte e criança
Assinar:
Postagens (Atom)